quinta-feira, 14 de abril de 2016

Neste espaço divido um pouco da minha vida, porque, mesmo sabendo que rumo seguir, às vezes me sinto só. 
Eu sou Amanda Cordeiro, um mulher trans que está iniciando seu processo. Aqui vou contar um pouco da minha vida e das minhas dificuldades. Falar de pequenas aventuras, questões estéticas, médicas e outras questões. Tudo dentro do meu tempo e como mandar meu coração.

CIAO, PIACERE AMANDA!

Eu só sou eu sendo Amanda
Amanda é mais eu do que eu
Eu sou só Amanda
Na verdade, eu sou só uma fachada
Por trás está Amanda, ansiosa por viver
Por ser... por decolar na vida...
Eu sou mais eu sendo Amanda
Eu só sou eu sendo Amanda
Ela é mais do que eu...

Amanda Cordeiro

Por que criei este blog?

Eu criei este blog para não me sentir tão só neste momento de transição... Quero vou fazer algo mais como um sentimento livre, aberto... ir da infância à adolescência e juventude... Acho que  vai me ajudar e talvez auxlie outras pessoas. Quanto mais as pessoas trans falarem de si, mais o mundo saberá delas e um dia o preconceito deve diminuir
Pensei em escrever coisas que me viessem à cabeça e dividir com vocês um pouco do que estou passando. Eu estou no processo de transição do masculino para o feminino. Todo o meu comportamento sempre foi o de uma menina. Então, sempre me senti perdida no mundo. Tenho uma idade que as pessoas estão mais para ficarem quietas no seu canto e não estão dispostas a começar uma revolução em suas vidas.
Mas se eu não fizer isto, eu não teria muitos anos de vida. É transicionar ou morrer. Não tenho mais escolha, não posso mais fugir de mim mesma e bater a porta na cara da Amanda como se ela nunca tivesse existido, ei garota... suma daí.
Ela ficaria ali sempre triste? Ela me acorda todas as manhãs no espelho e me diz que isto não é mais possível...
Então, agora estou aqui... começando timidamente esta caminhada. Disposta, ainda que com medo, a prosseguir e não dar um passo atrás. 

Na verdade, sinto como se eu nunca tivesse existido. Eu queria ser alguém no mundo. Não ter sempre a sensação de quem não sabe onde por a mão. Sem estar como Amanda não sei que rumo seguir, não tenho os pés no chão.
Beijos,

Amanda